Rafael Bittencourt descarta músicas novas do Angra para focar em turnês comemorativas
O power metal brasileiro tem no Angra o seu farol incontestável, mas a calmaria parece ter tomado o lugar da urgência composicional na rotina da banda. Com o lançamento de Cycles of Pain em novembro de 2023, o quinteto parecia dar mais um passo sólido em sua discografia. Contudo, o período subsequente foi marcado por um turbilhão nos bastidores: a chegada de Alírio Netto aos vocais no início de 2026, movimentações nostálgicas com antigos integrantes e um breve hiato que acendeu o alerta na base de fãs. Quem aguardava um sucessor imediato para o último disco, no entanto, vai precisar exercitar a paciência.
A confirmação veio diretamente de Rafael Bittencourt. Em entrevista recente ao portal Hard Rock Greece, o guitarrista e mente criativa do grupo foi categórico ao ser questionado sobre a possibilidade de novas composições, revelando que o foco atual está totalmente voltado para o retrovisor, em uma celebração necessária do próprio legado.
“Ainda não temos planos concretos. O que eu quero agora é celebrar esses dois grandes álbuns, Rebirth [2001] e Holy Land [1996]. Ambos completam aniversários importantes este ano. Mas não quero fazer grandes planos para o futuro. Só quero viver o presente, viver o momento”, declarou o músico.
Ao colocar os holofotes sobre marcos fundamentais da trajetória do Angra — os 30 anos de Holy Land e os 25 anos de Rebirth —, Bittencourt sinaliza uma mudança de marcha. Em vez da corrida incessante pelo inédito, a banda opta por revalidar a grandiosidade de sua história em uma fase de transição e consolidação da nova formação. Para o público, o futuro pode até ter ficado em compasso de espera, mas a oportunidade de revisitar os pilares que definiram o metal melódico nacional promete valer cada segundo.
