Queens of the Stone Age anuncia o aguardado álbum ‘Perfecth’ e solta single inédito
O deserto californiano voltou a soprar ventos pesados e enfumaçados. Com a chegada do single “Insignificant Other” nesta terça-feira, 25, o Queens of the Stone Age quebrou o silêncio para anunciar sua nova empreitada de estúdio. Sucessor direto do aclamado In Times New Roman… (2023), o nono álbum da banda, batizado ironicamente de Perfecth, desembarca nas plataformas digitais no dia 30 de outubro via Matador Records.
Sempre imprevisível e dono de um senso de humor afiado, o líder Josh Homme revelou a gênese por trás do título incomum do disco. Segundo ele, a palavra perfect (perfeito, em inglês) nunca lhe desceu redonda por soar desonesta: “Nada neste mundo é perfeito, mas tudo parece ser ‘perfecth’”, brinca, adicionando aquele toque de excentricidade que define a persona do músico.
“O que foi quebrado se torna mais bonito, e não menos, pelo ato de reparo.”
A filosofia do Kintsugi no estúdio
Mais do que uma coleção de riffs estalados e aquela atmosfera psicodélica e densa que consagrou o quinteto — completado por Troy Van Leeuwen (guitarra), Michael Shuman (baixo), Dean Fertita (teclados) e Jon Theodore (bateria) —, o conceito de Perfecth bebe direto na fonte do Kintsugi. A tradicional técnica japonesa de restaurar cerâmicas quebradas com pó de ouro serve de metáfora para a alma do projeto.
As nove faixas que compõem o tracklist prometem mergulhar nas várias nuances e complexidades do amor, passeando por dinâmicas de família, amizades e relações de todo tipo — sejam elas significativas ou os chamados “insignificant others”. Vale destacar um presente especial para os fãs mais atentos na tracklist: uma regravação novinha em folha de “Sunday”, faixa originalmente concebida na parceria lendária entre Homme e Iggy Pop no disco Post Pop Depression (2016).
Na cozinha do estúdio, a produção ficou a cargo de Josh Homme dividindo as tintas com o baixista Michael Shuman, garantindo aquela sonoridade orgânica que mistura a crueza do hard rock com a maciez estendida do stoner.
O QOTSA continua provando que cicatrizes, quando preenchidas com a energia certa, transformam o som do deserto em pura obra de arte.
