Glenn Tipton e a luta pelo Parkinson: quando um ícone do metal se torna voz da ciência
Glenn Tipton, lendário guitarrista do Judas Priest, transformou sua luta pessoal contra a doença de Parkinson em uma inspiradora jornada de apoio à ciência e à pesquisa médica. Diagnosticado com a doença há mais de uma década, Tipton não apenas ajustou seu papel dentro da banda — abrindo mão das longas turnês mas continuando a gravar e compor — como também se dedicou a ampliar e financiar iniciativas que buscam tratamentos eficazes para essa condição neurodegenerativa.
Em 2018, após revelar seu diagnóstico, Tipton lançou oficialmente a Glenn Tipton Parkinson’s Foundation, uma organização focada em apoiar pesquisas científicas e terapias inovadoras para pessoas com Parkinson. Os fundos levantados pela fundação, incluindo doações expressivas e a venda de produtos temáticos, têm sido direcionados para instituições de ponta, como o Imperial College London, com investimentos em técnicas avançadas como o uso de ultrassom guiado por ressonância magnética para aliviar tremores e outros sintomas da doença.
Apesar dos desafios físicos impostos pelo Parkinson, Tipton continua ativo musicalmente e criativamente. Ele participou do processo de composição e gravação do álbum mais recente do Judas Priest, Invincible Shield, e afirma que sua determinação em seguir compondo e tocando “pelo maior tempo possível” reflete seu lema de vida — “no surrender” (sem rendição).
O compromisso de Tipton vai além dos palcos: ao transformar sua própria experiência em apoio à pesquisa científica, ele está contribuindo para ampliar a esperança de milhares de pessoas afetadas pelo Parkinson ao redor do mundo. Sua história é um exemplo de como artistas, mesmo diante de desafios pessoais, podem influenciar positivamente a ciência, a medicina e a vida de pacientes e famílias que convivem com a doença.