O Dia em que Bruce Dickinson Mudou o Destino do Iron Maiden
A história do teste de Bruce Dickinson para o Iron Maiden é quase um mito dentro do heavy metal — e ganha ainda mais força quando o próprio Bruce conta como tudo aconteceu. Em 1981, ele ainda era vocalista do Samson, mas já carregava dentro de si a sensação de que seu caminho estava prestes a mudar. Ao ver o Maiden ao vivo pela primeira vez, confessou ter pensado: “Eu preciso cantar nessa banda.” Foi ali que a chama acendeu.
A oportunidade apareceu no Reading Festival. Depois do show do Samson, o empresário Rod Smallwood o chamou para uma conversa rápida — dessas que parecem simples, mas mudam tudo. Bruce não titubeou: disse que, se fosse chamado para audicionar, já sabia que levaria o posto. E que não entraria para ser um clone de Paul Di’Anno, mas para dar ao Maiden uma nova identidade.
O teste aconteceu em Hackney, Londres, em uma sala de ensaio quase sombria, onde a banda parecia abatida. Para quebrar o clima, começaram a tocar o que todos amavam: AC/DC, Deep Purple… clássicos que devolveram o sorriso ao rosto de todo mundo. A música, mais uma vez, fez sua mágica. Quando Steve Harris chegou, partiram para músicas do próprio Iron Maiden — e Bruce já sabia várias de cor. Não era só técnica. Era sintonia.
Algumas semanas depois, a resposta veio: Bruce Dickinson era oficialmente o novo vocalista do Iron Maiden. E sua estreia não poderia ser mais marcante — The Number of the Beast (1982), um dos discos mais importantes da história do rock, abriu uma era completamente nova para a banda e para o metal mundial.
Hoje, olhando para trás, aquela audição parece inevitável. Bruce não apenas entrou para o Iron Maiden — ele redefiniu o que a banda seria dali em diante. Uma história que a Brasil 2000 celebra como prova de que o rock é feito de coragem, atitude e momentos que transformam tudo.
Brasil 2000 — Rock pra Todos.