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Do palco lotado ao caixa vazio: banda revelação do rock admite crise após turnê em estádios

Abrir shows em estádios para uma banda consagrada costuma soar como o sonho máximo de qualquer grupo em ascensão. Mas, para um jovem quarteto de doom-punk de Manchester, na Inglaterra, essa experiência virou um alerta duro sobre os bastidores da indústria musical atual.

Mesmo tocando para milhares de pessoas como atração de abertura da turnê do Volbeat, a banda revelou estar praticamente falida após a maratona de shows. Em relatos recentes, os integrantes explicaram que os custos envolvidos — transporte, equipe técnica, hospedagem, alimentação e manutenção de equipamentos — superaram em muito o retorno financeiro recebido.

A situação expõe uma realidade pouco falada: tocar em grandes palcos não significa, necessariamente, ganhar dinheiro. Para bandas novas, contratos de abertura costumam garantir visibilidade, mas quase sempre deixam margens mínimas de lucro. Em alguns casos, o cachê mal cobre as despesas básicas da estrada.

O grupo deixou claro que não se arrepende da turnê, principalmente pela oportunidade de alcançar novos públicos, mas admitiu que o impacto financeiro foi pesado e obrigou os músicos a repensarem estratégias para seguir em frente. Segundo eles, a sobrevivência hoje passa por vender merchandising, fortalecer a base de fãs e buscar formatos de turnê mais sustentáveis.

O caso reacende o debate sobre como é difícil, mesmo em 2026, viver de rock autoral. Em uma era dominada pelo streaming e por custos cada vez mais altos, o glamour dos estádios muitas vezes esconde uma conta que não fecha — principalmente para quem ainda está tentando se firmar no cenário.

Para os fãs, fica o choque. Para a indústria, um sinal claro de que visibilidade não paga boletos.