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Quando o Brasil vira acorde: o elogio surpreendente de Jimmy Page ao país que o acolheu

Jimmy Page nunca foi um homem de muitas palavras fora dos palcos. Por isso, quando o lendário guitarrista do Led Zeppelin usou suas redes sociais para fazer um elogio direto e afetivo ao Brasil, a reação foi imediata entre fãs e músicos. Não se tratava de marketing, nostalgia vazia ou agenda de turnê. Era memória. E, sobretudo, reconhecimento.

Page relembrou sua relação profunda com o país que escolheu como casa durante parte das décadas de 1990 e 2000. Longe dos holofotes do rock mundial, o guitarrista viveu aqui de forma discreta, absorvendo a cultura, o ritmo cotidiano e a espiritualidade brasileira — elementos que, segundo ele mesmo já declarou em outras ocasiões, influenciaram sua maneira de ver o mundo e a música.

O elogio recente resgatou essa conexão rara entre um ícone do rock britânico e o Brasil real, longe do estereótipo exótico. Para Page, o país sempre representou um espaço de reinvenção pessoal, um lugar onde foi possível desacelerar, observar e simplesmente existir sem o peso constante da própria lenda.

Entre as lembranças que reforçam esse vínculo está sua passagem pelo Brasil em 2001 para assistir a um show do Iron Maiden. Não como astro, mas como fã. Um gesto simples, quase simbólico, que diz muito sobre sua relação com a música e com o país: estar presente, misturado ao público, celebrando o rock em sua forma mais honesta.

O elogio inesperado de Jimmy Page soa hoje como um acorde bem colocado em uma música longa demais para ser esquecida. Um lembrete de que o Brasil, com todas as suas contradições, também deixa marcas profundas em quem passa por aqui — até mesmo em quem ajudou a escrever a história do rock mundial.