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Clown, do Slipknot, e a IA sem medo do futuro

O debate sobre inteligência artificial na música está cada vez mais quente, e quem resolveu entrar de vez nessa conversa foi Clown, percussionista e um dos fundadores do Slipknot. Sem rodeios, ele defendeu o uso da IA de um jeito bem direto e até provocador. Segundo ele, a tecnologia funciona como “um professor no meu bolso, que só quer fazer exatamente o que eu peço”.

Na visão do Clown, a IA não rouba criatividade de ninguém. Pelo contrário. Ela amplia possibilidades, acelera processos e ajuda o artista a enxergar caminhos que talvez demorasse muito mais tempo pra descobrir sozinho. Ele compara a ferramenta a qualquer outra evolução tecnológica que a música já viveu — como samplers, pedais, softwares e gravação digital.

O ponto principal que ele deixa claro é simples: quem manda ainda é o ser humano. A ideia nasce na cabeça do artista, a emoção continua sendo real, e a IA entra como apoio, como ferramenta de aprendizado e experimentação. Nada diferente de sentar com alguém experiente pra trocar ideia, testar conceitos e provocar novas ideias.

Enquanto muita gente ainda olha a inteligência artificial com desconfiança, Clown prefere encarar o futuro de frente. Para ele, resistir à tecnologia é perder tempo. O segredo está em saber usar, sem deixar que ela tire a identidade, o peso e a verdade da música.