Vinnie Vincent, o Kiss e o valor da música em tempos digitais
Vinnie Vincent, ex-guitarrista do Kiss, voltou a chamar atenção — e não foi por causa de um riff ou de um solo absurdo. Desta vez, o assunto é dinheiro. Ou melhor: o valor que a música deveria ter. Vincent defende a venda de um CD single por cerca de R$ 1.200, e isso, claro, virou debate no mundo do rock.
Falando de forma direta, ele acredita que a música perdeu valor na era do streaming. Para Vinnie, hoje as pessoas consomem tudo rápido demais, quase sem sentir peso algum. Um clique, uma playlist, e pronto. Segundo ele, quando tudo fica barato — ou praticamente grátis — a arte deixa de ser respeitada como deveria.
A ideia do CD caro não é só sobre o objeto físico. É sobre exclusividade. Vinnie defende que esse tipo de lançamento seja pensado como item de colecionador, algo feito para fãs de verdade, que querem ter algo raro, especial, quase como uma obra de arte assinada. Não é um produto para o grande público. É para quem vive o rock de forma intensa.
Ele também argumenta que músicos independentes, ou mesmo veteranos fora do grande circuito, precisam encontrar novas formas de sobreviver. Se o streaming paga centavos, a saída pode estar em produtos premium, feitos em pequenas tiragens, com valor emocional e histórico.
Concordando ou não, a fala de Vinnie Vincent levanta uma discussão importante: quanto vale a música hoje? E mais do que isso — quanto estamos dispostos a pagar por algo que marcou nossa vida?