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Adeus a Perry Bamonte, um nome discreto e essencial na história do The Cure

O rock perdeu nesta semana um músico que talvez nunca tenha buscado os holofotes, mas que deixou uma marca profunda em uma das bandas mais influentes da história. Perry Bamonte, guitarrista e baixista que integrou o The Cure em diferentes fases, morreu aos 65 anos.

Bamonte fez parte do universo do The Cure a partir do final dos anos 1990, período em que a banda já era gigante, mas seguia em constante transformação. Ele esteve ao lado de Robert Smith em turnês importantes e participou de gravações que ajudaram a moldar o som mais denso, atmosférico e emocional que os fãs reconhecem imediatamente como a identidade da banda.

Mais do que um músico de apoio, Perry Bamonte era peça-chave no palco. Seu trabalho ajudava a sustentar camadas de guitarras, texturas e climas que transformavam cada show do The Cure em uma experiência quase hipnótica. Sem excessos, sem protagonismo forçado — exatamente como o espírito da banda sempre pediu.

A notícia de sua morte comove fãs ao redor do mundo, especialmente aqueles que acompanham o The Cure não apenas pelos grandes hits, mas por tudo o que a banda representa: emoção crua, introspecção e fidelidade artística. Perry Bamonte foi parte disso. Parte da estrada, dos acordes, das sombras e da beleza que o The Cure construiu ao longo de décadas.

Fica o respeito, a gratidão e a lembrança de um músico que ajudou a dar forma a uma das sonoridades mais marcantes do rock. Hoje, o silêncio pesa um pouco mais. E o som do The Cure ganha ainda mais significado.