Há 30 anos, os Ramones se despediam em alto estilo com “¡Adios Amigos!”
Há exatas três décadas, o mundo do rock dava adeus — ou melhor, um sonoro “¡Adios Amigos!” — a uma das bandas mais icônicas e influentes de todos os tempos. Em julho de 1995, os Ramones lançavam seu 14º e último álbum de estúdio, encerrando uma trajetória marcada por atitude crua, camisas pretas, três acordes e refrões que viraram hinos de gerações inteiras.
“¡Adios Amigos!” não foi apenas um adeus. Foi um último suspiro carregado de ironia, energia e emoção. Mesmo já cansados fisicamente e emocionalmente, os Ramones mostraram que sairiam de cena do mesmo jeito que entraram: autênticos, barulhentos e fiéis a si mesmos. Faixas como “I Don’t Want to Grow Up”, um cover visceral de Tom Waits, e “She Talks to Rainbows”, com a voz melancólica de Joey Ramone, soavam como declarações de quem sabia que o fim estava próximo — mas queria que ele tivesse a cara da banda: simples, honesto e direto no coração.
Era o fim de uma era, mas o início de uma lenda. Trinta anos depois, o legado dos Ramones continua mais vivo do que nunca. Eles nos ensinaram que não era preciso virtuosismo para fazer história, apenas verdade. Nos palcos suados, nos gritos de “Hey ho, let’s go!” e nas jaquetas de couro, deixaram uma marca que nenhum tempo vai apagar.
“¡Adios Amigos!” foi o adeus que nenhum fã queria, mas que todos respeitam até hoje. Porque os Ramones não morreram — eles apenas desligaram os amplificadores. E o eco ainda ressoa.