EMERSON, LAKE & PALMER: quando o rock progressivo virou operação de guerra (com tapete persa incluso)
Se você acha que turnê de banda de rock é só amplificador, baqueta e uma van na estrada… pense de novo. Em 1977, o lendário (e megalomaníaco) trio Emerson, Lake & Palmer saiu em turnê com uma estrutura tão absurda que parecia mais um comboio presidencial do que um grupo de rock progressivo.
Pra começar, os caras levaram 63 roadies — sim, SESSENTA E TRÊS. E não era só gente carregando cabo e montando palco não. Entre eles estavam um instrutor de karatê exclusivo para Carl Palmer, porque bater bumbo não é suficiente, tem que manter o kung fu afiado, e um médico particular, porque rockstar de verdade não confia no SUS local.
E se isso já soa exagerado, segura essa: há rumores de que a equipe incluía um tal de “roadie do tapete”. O cara tinha uma missão nobre e única — transportar e estender cuidadosamente o tapete persa de Greg Lake em cada apresentação. Porque, claro, ninguém canta “Lucky Man” sem ter um bom tapete sob os pés. Estilo é tudo.
Ah, e como se não bastasse, a banda também decidiu levar na bagagem uma orquestra com 70 músicos. Sim, SETENTA! Porque pra que se contentar com sintetizadores quando você pode ter uma sinfonia inteira reforçando seu som no palco?
Essa turnê ficou marcada não só pela grandiosidade da produção, mas também como um dos exemplos mais insanos de excessos no rock dos anos 70. Uma verdadeira aula de “se é pra fazer, vamos fazer do jeito mais épico possível”.
E aí, você acha que alguma banda hoje teria coragem (ou orçamento) pra bancar algo nesse nível?